Olá pessoal, nesse artigo vamos falar um pouco sobre projetos de banco de dados. É muito importante, projetarmos da melhor forma possível o banco de dados, para satisfazer os requisitos das informações especificadas pelos usuários, para garantirmos que não haverá redundância (repetição) dos dados, facilitar o entendimento da estrutura de dados entre outros.

Durante o projeto, devemos seguir algumas etapas para atingirmos nossa meta. Essas etapas consistem no Modelagem Conceitual, Modelagem Lógica e Modelagem Física.

A modelagem conceitual consiste em produzir um esquema conceitual a partir dos “requisitos do mundo real”. Neste momento, não precisamos nos preocupar com o banco de dados que iremos utilizar, mas sim na estrutura que será criada para armazenar os dados.

A modelagem lógica é a fase que criaremos uma representação da modelagem conceitual em um modelo de banco de dados, documentando, normalizando, fornecendo processos de validação, definindo chaves e relacionamentos, aplicando as formas normais e padrões de nomenclaturas.

A modelagem física é o processo em que temos que escolher as estruturas de armazenamento específicas, e dos caminhos de acesso para os arquivos de banco de dados, de modo a alcançar um bom desempenho nas várias aplicações de banco de dados. Os seguintes critérios frequentemente orientam a escolha de opções do projeto físico do banco de dados:

– Tempo de resposta: É o tempo decorrente a partir da submissão de uma transação para o banco de dados, sua execução e resposta.
– Utilização de espaço: é o espaço total de armazenamento usado pelos arquivos do banco de dados e por suas estruturas de caminho de acesso em disco, incluindo índices e outros caminhos de acesso.
– Taxa de processamento de transações: É a média do numero de transações feitas por minuto; é um parâmetro critico em sistemas de transações bancarias ou de reservas de linhas aéreas.

O resultado dessa fase é a determinação inicial das estruturas de armazenamento e dos caminhos de acesso para os arquivos do banco de dados.

Ao fim destas 3 estapas, já poderemos montar nosso banco de dados no SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados) escolhido. E como escolher qual SGBD usar? Precisamos levar em consideração vários fatores. O modelo físico, por exemplo, determinará qual a carga de trabalho que será exigida pelo SGBD, isso já eliminará algumas opções. Outro fator, é o custo. Você acha que aquela locadora que você está modelando o banco de dados, que tem um faturamento anual de R$ 50.000, irá adquirir uma licença de um Oracle, ou até mesmo de um SQL Server?? Eu diria que é praticamente impossível. Temos que ter o bom senso de escolher uma opção viável financeiramente, mas que atenda os pré-requisitos levantados no projeto de modelagem física. Outro fator importante é a plataforma de Sistema Operacional. Ao longo dos artigos irei evidenciando as particularidades dos SGBD mais comuns, quais seus prós e contras, e quais utilizá-los na prática.

Vale lembrar, que esse artigo é apenas uma porta de entrada para o assunto de projetos de banco de dados, é um tema muito importante para quem quer se dedicar a carreira de DBA (Admin de banco de dados).

Bom, é isso aí!! Um abraço a todos!